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A versão em áudio desta página estará disponível em breve.
A mediação familiar dá a duas pessoas uma forma organizada de tomarem suas próprias decisões depois da separação. O mediador conduz a conversa, ajuda a identificar o que de fato ainda precisa ser decidido e mantém a discussão nisso, e não em tudo o que aconteceu antes.
Ela trata dos arranjos para os filhos, das finanças e dos bens. Também pode ser usada depois que um processo judicial já começou, se ainda houver algo que possa ser resolvido sem uma audiência.
Vocês não precisam estar em bons termos
A mediação não é um prêmio para quem já se entende bem.
Talvez vocês só estejam se falando por mensagem. Talvez você ache que o que a outra pessoa propõe é claramente injusto. Talvez já tenham tentado resolver isso três vezes e não tenham chegado a lugar nenhum. Nada disso descarta a mediação. Boa parte das famílias com quem trabalhamos chega exatamente assim.
Ninguém precisa fingir que o passado não aconteceu. O processo apenas mantém a conversa de trabalho voltada para as decisões que ainda estão em aberto.
Veja todo o processo, passo a passo →
O que pode ser decidido na mediação
Os arranjos para as crianças
Onde as crianças moram, o tempo com cada pai ou mãe, as noites de dia de aula, os fins de semana, as férias, as entregas e buscas, viagens, escola, e como vocês dois vão se comunicar à medida que as coisas mudarem.
Não existe fórmula para isso. Um arranjo precisa servir para a criança, para as duas casas e para a forma como a semana realmente funciona. A página Mediação sobre os filhos trata disso com calma.
Dinheiro, bens e previdência
A mediação financeira trata da casa da família, de outros imóveis, da previdência e planos de aposentadoria (pensions), poupança, investimentos, dívidas, renda, participações em empresas e pensão alimentícia. Nada é discutido antes que os dois tenham apresentado sua situação financeira completa, porque uma proposta construída sobre metade do quadro não vale o acordo.
Os dois assuntos ao mesmo tempo
Filhos e dinheiro costumam estar entrelaçados. Onde cada um consegue morar determina como a semana pode ser organizada. A mediação pode tratar dos dois, e muitas vezes deve.
O que o mediador faz, e o que não faz
O mediador é independente e imparcial. Ele não decide o resultado e não é advogado de ninguém.
O que ele faz é ajudar vocês a identificar o que precisa ser decidido, garantir que os dois sejam realmente ouvidos, em vez de a pessoa mais articulada dominar a sessão, tratar de um assunto de cada vez, dar informação neutra quando isso ajuda, testar se uma proposta vai sobreviver ao contato com a vida real, dizer com clareza quando é preciso buscar orientação especializada jurídica, previdenciária ou tributária, e registrar com precisão aquilo em que vocês chegarem.
Pelo FMC Code of Practice, o mediador não pode dar orientação jurídica a nenhum de vocês. É justamente essa restrição que permite que os dois confiem naquele espaço. As decisões continuam sendo de vocês.
O que a mediação não é
Não é terapia, e não é uma audiência. O mediador não vai dizer a um de vocês que aceite o que o outro está oferecendo.
Também não é adequada para todos os casos. Segurança, abuso, coerção e se cada pessoa está de fato livre para participar são pontos avaliados na primeira reunião individual, e a mediação pode ser recusada ou interrompida. Um mediador que aceita todos os casos não está fazendo o seu trabalho.
Na mesma sala, ou não
Algumas pessoas ficam juntas, numa sala ou numa chamada. Outras usam a mediação em salas separadas, em que vocês ficam separados e o mediador vai de um para o outro.
Salas separadas continuam sendo mediação, não uma versão inferior dela. As propostas são testadas com o mesmo rigor e o resultado tem o mesmo peso. O formato mais adequado é decidido depois das duas avaliações. Não é uma opção que se marca na hora de agendar.
Se vocês chegarem a um acordo, e se não chegarem
Quanto aos filhos, o que vocês combinarem pode ser registrado em um plano de parentalidade (parenting plan). Quanto às finanças, o mediador prepara um memorando de entendimento (Memorandum of Understanding, MOU) e uma declaração financeira aberta (Open Financial Statement, OFS).
Nenhum desses documentos é uma ordem judicial. Em um caso financeiro, cada um de vocês deve ter a oportunidade de buscar orientação jurídica independente antes que as propostas sejam transformadas em um consent order, a ordem judicial por consentimento que passa a ter força obrigatória.
E se vocês não chegarem a um acordo: a mediação é voluntária, e tentar não faz você perder o direito de ir ao tribunal. Às vezes ela resolve tudo. Às vezes resolve uma parte, o que já reduz o que sobra. Às vezes uma pessoa desiste, ou o mediador conclui que aquilo não deve continuar.
Trabalhar com a Salam Mediation
Trabalhamos principalmente online com famílias de toda a Inglaterra e do País de Gales, e presencialmente em Londres. Boa parte do nosso trabalho envolve comunicação difícil, sessões em salas separadas, divulgação financeira (financial disclosure) que ficou parada, e famílias que precisam de intérprete para que ninguém tenha de negociar o próprio futuro em uma segunda língua.
A intenção é que você sempre saiba onde está: para que serve a reunião, quanto custa, quais informações são necessárias e o que acontece depois. Nossos honorários estão publicados por completo.